sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Conventinho do Bom Jesus da Mitra (Valverde)








Este monumento responde por várias designações, entre elas Antigo Convento do Bom Jesus da Ordem dos Capuchos, Mitra de Valverde, Colégio da Mitra e hoje em dia até como Polo da Mitra da Universidade de Évora. Está situado na encantadora localidade de Valverde, pertencente ao concelho e distrito de Évora, em pleno coração da vasta região Alentejana.

Este complexo monástico foi edificado em meados do século XVI pela diocese de Évora que instituiu por estas datas uma quinta com paço episcopal. O primeiro Arcebispo de Évora, Infante Dom Henrique terá fundado o convento para a ordem dos Capuchos que aqui se instalou em 1517.

A Herdade da Mitra viu algumas das suas características alteradas com o tempo, mas merecem destaque ainda hoje a Capela do convento, considerada um exemplo perfeito de micro-arquitectura renascentista, atribuída a Miguel de Arruda, com planta em cruz grega e com três importantes painéis encomendados pelo futuro Cardeal D. Henrique, figurando um Presépio, um Calvário e uma Ressurreição de Cristo, da autoria do prestigiado pintor Gregório Lopes, datadas de 1544 / 45.
Do edifício do Convento original restam ainda diversos vestígios arquitectónicos, alguns deles Manuelinos, mas também diversos elementos posteriores de obras dos séculos XVII e XVIII.
O Claustro, de planta quadrada e estilo Clássico merece também destaque pela beleza e paz de espírito que ainda transmite, com traço de Manuel Pires.
O “Jardim de Jericó” conserva ainda muitas das estruturas construídas entre os séculos XVI e XVIII, destacando-se o monumental aqueduto, o poço-cisterna “Casa da Água” e o tanque circular ou “dos Cardeais”.

Após a extinção das Ordens Religiosas, em meados do século XIX, aqui foi instalado um Posto Agrário e a Escola Prática de Agricultura, funcionando hoje aqui o Polo da Mitra da Universidade de Évora que alberga uma herdade experimental para estudos agrários e biológicos.

Texto copiado do site: https://www.guiadacidade.pt/pt

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Azulões...







Pois é, compadres...
Estamos a ser invadidos por uns simpáticos ciclopes azuis...
Agora há destes Azulões por todo o lado no nosso quintal...
E, ao contrário dos Pokémons, não é necessário ter Ipods para os apanhar...
Pintados á mão com pedras oriundas da Ribeira de Alcáçovas, são um produto artesanal "Made in Alentejo" ...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Praia e Lagoa de Melides








Praia de extenso areal equipada com apoio de praia, restauração e estacionamentos, bem como condições de excelência ao nível ambiental e acessibilidades, tendo sido estas reconhecidas com atribuição dos galardões Bandeira Azul, 
Praia Acessível e Qualidade de Ouro. 
A sul da frente de praia encontram-se formações dunares com flora endémica e classificada e a norte arribas de arenitos proporcionando conjugações paisagísticas e ambientais de elevado interesse.
As características do mar e da linha de costa permitem a prática de variadas atividades desportivas, de entre elas o surf ou bodyboard, durante praticamente todo o ano.
Nas imediações da praia surge uma lagoa (Lagoa de Melides), que se prolonga até à aldeia de Melides através de extensos arrozais e pequenas ilhas onde a riqueza da flora e da fauna garantem atividades como bird watching, canoagem ou passeios pedestres.
Informação: www.cm-grandola.pt


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Projeto Alcáçovas Outdoor: A caminhar no Alentejo Central desde 2011...














14JAN7- Caminhada Gratuita de Divulgação do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails
Aguiar-S. Bartolomeu do Outeiro- Aguiar.
21 Kms - 32 Participantes
https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16126863

Fotos gentilmente cedidas pelo nosso compadre e amigo Mário Quinta e pela nossa comadre e amiga Rosinda Louro.

Sendo um núcleo autónomo da Associação dos Amigos das Alcáçovas, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails tem como missão principal a divulgação de percursos pedestrianistas existentes em todo o concelho de Viana do Alentejo, assim como nos concelhos limítrofes, dando a conhecer aos visitantes ecoturistas a riqueza natural, paisagística, gastronómica e patrimonial das nossas vilas. Existe desde 2011 e é apoiado ativamente desde 2012 pela Câmara Municipal de Viana do Alentejo e Juntas de Freguesia de Alcáçovas, Viana do Alentejo e Aguiar, além das parcerias constituídas com outras Entidades e Associações, Turismos Rurais, Grupos pedestrianistas e Empresas Turísticas diversas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Passeio Pedestre em Borba (22JAN17)


Borba é uma área excelente para caminhadas e passeios na natureza.
Perto da Serra d'Ossa  e de enormes lagoas resultantes da extracção de Mármore, existem vários percursos muto interessantes para percorrer. A Câmara Municipal organiza habitualmente caminhadas gratuitas de divulgação.

A próxima caminhada gratuita de divulgação do Concelho de Borba vai ser já no Domingo, 22 JAN...


domingo, 15 de janeiro de 2017

Cante, a expressão vocal do Alentejo
















Encontro de Grupos Corais em Montes Velhos (Aljustrel). -  2016

Localizada numa vasta e fértil planície das imediações da margem direita da ribeira do Roxo, a Freguesia de São João de Negrilhos é delimitada a Norte pelas Freguesias de Canhestros e de Ferreira do Alentejo (ambas do concelho de Ferreira do Alentejo), a Este pela Freguesia de Aljustrel, a Sul pela Freguesia de Rio de Moinhos e a Oeste pelas Freguesias de Alvalade e de Ermidas Sado (ambas do concelho de Santiago do Cacém).
Pouco se sabe sobre as origens da formação da Freguesia, nem tão pouco sobre o seu primitivo povoamento. No entanto, os vestígios arqueológicos, descobertos na necrópole romana do Monte do Farrobo, testemunham que o seu território foi ocupado pelos romanos entre o séc. I e o séc. IV dc. A origem toponímica de “Montes Velhos” ficou a dever-se á lenda de uma moura, que morava num monte velho e que inadvertidamente indicou aos cavaleiros da Ordem de Santiago o caminho para o castelo de Aljustrel, antes da sua conquista aos mouros, ocorrida em 1234. O território que actualmente constitui a Freguesia de São João de Negrilhos, desde essa época ficou integrado no termo de Aljustrel. Somente, durante o período em que o Município de Aljustrel esteve extinto, entre 21/11/1895 e 13/01/1898, a Freguesia de São João de Negrilhos pertenceu ao Concelho de Ferreira do Alentejo.

Fotos da autoria da nossa comadre e amiga Ana Dores.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Almaraz, um perigo iminente !...






O tempo de vida de uma central nuclear são 30 anos. Almaraz tem 35, mas ainda não há plano final para a encerrar. A 100 km de Portugal, os maiores riscos são a contaminação do ar e da água do Tejo e por consequência, de todo o Sul de Portugal ( Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Algarve) e Espanha ( Castilla y Leon, Extremadura e Andaluzia ).


Começou a ser construída em 1972 e tem dois reatores: um deles entrou em funcionamento a 1 de maio de 1981 e o segundo começou a funcionar dois anos mais tarde, a 8 de outubro de 1983. É gerida por três empresas: a Iberdrola (53 %), a Endesa (36 %) e a Unión Fenosa (11 %).
É a primeira central nuclear de segunda geração em Espanha, mas a quarta infraestrutura de energia nuclear no país. As outras três são José Cabrera (Zorita), Santa María de Garoña (Burgos) e Vandellos I (Tarragona). No entanto, só a Central Nuclear de Almaraz era responsável, em 2010, por 7,6% da energia elétrica produzida em Espanha e representava 25% de toda a energia nuclear criada no país.
Esta Central Nuclear espanhola é arrefecida pelas águas do Rio Tejo.
Não obstante, com excepção dos períodos de maior pluviosidade, já quase não existe rio Tejo em Portugal, visto que, da fronteira até Lisboa, só corre um riacho, altamente poluído e já morto.
A maior parte do caudal do Tejo é desviado para o Sul de Espanha, antes de entrar em Portugal, chegando através de transvases ás bacias hidrográficas dos rios Ebro e Guadiana.
O caudal mínimo do Tejo em Portugal, aumenta a concentração quer dos poluentes radioactivos, quer dos poluentes agrícolas, (suiniculturas, adubos, herbicidas, pesticidas), quer dos resíduos industriais ilegalmente vertidos no Tejo.
Acresce que a água do Tejo que entra em Portugal acabou de arrefecer a central nuclear de Almaraz, e um dia, se a central nuclear explodir, a água transportará radioactividade em altas doses directamente até à capital de Portugal, depois de atravessar o Alentejo e o Ribatejo.

Espanha solicitou em 2015 autorização para construir um armazém de resíduos nucleares, que o Governo português contesta.
Portugal anunciou que vai apresentar queixa em Bruxelas contra Espanha devido ao diferendo.
Para o bem de todos nós, Portugueses e Espanhóis, seria muito bom que este projeto não tivesse futuro...


Neste blogue não nos comprometemos com questões politicas, sejam internacionais, nacionais, regionais ou locais...
Mas este tema é demasiado importante para sermos "neutrais".
Está em jogo todo o futuro duma enorme região transfronteiriça e mais importante ainda, o futuro dos nossos filhos e netos, das gerações vindouras, que não têm culpa da ganância capitalista, tão característica da estupidez humana...
Basta que se lembrem do que aconteceu em Chernobyl e Fukushima para perceberem que estes irresponsáveis estão a brincar com algo que é impossível controlar !...