quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Vestígios Romanos da Rua da Lavoura (Beja)







Na Rua da Lavoura, em Beja, foi descoberto um excepcional conjunto funerário romano :

Apresentam-se mais alguns elementos do espólio funerário recolhido nas escavações arqueológicas realizadas na necrópole romana da Rua da Lavoura, Beja.
Moeda de Vespasiano (71-72 d.C.) - Sepultura 5
Skyphos, Boião e Copo em vidro, Lucerna e Pote (sécs. I-II d.C.) - Sepultura 20

Taça de duas asas usada para beber.
Integrava o espólio funerário de uma sepultura da necrópole da Rua da Lavoura em Beja, onde ainda decorrem trabalhos arqueológicos.
Entre o espólio recolhido encontravam-se outras duas peças em vidro (boião e copo) e em cerâmica (lucerna e vaso).


Apresentação pública destas peças com uma conferência a cargo de Miguel Serra e Filomena Barata, a ter lugar em Beja, no próximo dia 23 de Novembro.




Texto e fotos da autoria da empresa Palimpsesto Arqueologia e Património, Estudo e preservação do Património Cultural, Lda.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

XVIII Mostra de Doçaria de Alcáçovas



Compadres e Comadres, venham passear e aproveitem para comer doces na XVIII Mostra de Doçaria de Alcáçovas nos próximos dias 01, 02 e 03DEZ.
E entretanto, se puderem, atrevam-se também a perder algumas calorias na Doce Caminhada do dia 02DEZ..

A caminhada (Gratuita) é organizada pelo Proj. Alcáçovas Outdoor Trails, vai ser nos arredores da vila e não requer inscrição prévia. ( Também não tem seguro, cada um caminha por sua conta e risco)
Se quiserem fazer um picnic no campo, tragam farnel...
Cá vos esperamos...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Roteiro Arqueológico do Guadiana







São muitos os sitios arqueológicos da região, alguns patrocinados pela EDIA quando da subida das águas da Barragem do Alqueva, outros foram mesmo pilhagens antigas.
SÃO CENTENAS
Quase todos têm em comum estarem ao abandono, não haver qualquer informação acerca deles na região, tudo foi levado para Lisboa, para Universidades e Depósitos longe da vista e do seu local de origem.
Já começámos a desenhar alguns, vamos limpar e desenhar muitos mais, vamos colocar informação e pressionar para que devolvam as peças saqueadas que pertencem à Raia alentejana.
Propomos a criação de um ROTEIRO ARQUEOLÓGICO da região possibilitando visitas guiadas a sítios arqueológico únicos.
- Fortificação de Juromenha no Alandroal
- Necrópole de Santa Catarina em Reguengos de Monsaraz
- Povoado de San Blas em Cheles
- Baluarte de São João Baptista em Reguengos de Monsaraz

- NS das Neves no Alandroal no Alandroal (já limpámos e desenhámos a planta)
- Forte dos Castelinhos no Alandroal (já desenhámos a planta)
- Povoado das Águas Frias no Alandroal


Texto e gravuras da autoria do nosso compadre amigo Luis Lobato de Faria ( TripAlentejo)

domingo, 19 de novembro de 2017

Seca em Pego do Altar







Este ano está tudo a seco... Se não chove, estamos todos bem tramados...
Estas fotos são da autoria do nosso compadre amigo Francisco Fadista e retratam o leito da Barragem de Pego do Altar e a Ponte de Rio Mourinho, que estava submersa há 22 anos...

sábado, 18 de novembro de 2017

Monte da Retorta (Albergaria dos Fusos)













Em plena Barragem de Albergaria dos Fusos, as ruínas do Monte da Retorta continuam altaneiras em duas pequenas ilhotas, na área situada entre Albergaria dos Fusos e Oriola, mesmo em frente ao paredão desta barragem.



Fotos: A Terceira Dimensão, http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/2014/02/barragem-de-alvito.html

Em tempos, a estrada que ligava S. Bartolomeu do Outeiro e Oriola a Vila Alva e Albergaria dos Fusos passava mesmo por este monte que pertenceu á Familia Capas.

Barragem de Albergaria dos Fusos situa-se no concelho de Cuba. Quando foi inaugurada chamava-se Barragem do Alvito, mas o seu nome foi alterado para o nome da aldeia que se situa mais próxima do paredão.
Construída sobre a Ribeira de Odivelas para armazenamento de água, integra-se no Plano de Rega do Alentejo, e a sua albufeira ocupa uma área de 1480 ha. Não confundir com a Barragem do Alvito, uma barragem hidroeléctrica projectada para o distrito de Castelo Branco, cuja construção foi suspensa em 2011 (Wikipedia).

"Tenho uma ideia de uma história que se terá passado entre o Monte da Retorta e o Monte da Serra, num dia de batida ao coelho::
Um dos convidados, um senhor de Mértola, grande amigo do meu Pai tinha tido a primeira filha há pouco tempo e não apareceu para a caçada. O resto dos caçadores lá foram cumprir o ritual.
Num tempo em que os telefones apenas funcionavam se estivessem ligados à parede, alguém telefonou para casa da minha avó paterna explicando a razão da ausência.
Telemóveis, só na ficção científica. E lá foi um dos nossos funcionários, a cavalo, à procura dos senhores caçadores. Quando os encontrou, deu o recado: "O Dr. Matias não veio porque morreu a filha."
Só...
Imaginem como decorreu o resto da caçada...
Só mais tarde, depois do regresso, se soube que tinha morrido uma tia do tal amigo de Mértola, uma velha senhora de que já se estava à espera desse desfecho."

História verídica, contada pelo nosso compadre José Capas, filho do antigo proprietário da Monte da Retorta.

As fotos tiradas na margem foram captadas em propriedade privada, graças á gentileza do nosso compadre Joaquim Gomes, a quem agradecemos a disponibilidade para ser o nosso guia local.
As fotos aéreas são da autoria do nosso compadre Duarte Fernandes ( A Terceira Dimensão). 

http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Passeio em S. Bartolomeu do Outeiro







A povoação de São Bartolomeu do Outeiro, foi também conhecida por Oriola de Cima já que, até 1836, pertenceu ao termo da antiga Vila de Oriola.
A Igreja Paroquial, de origem medieval e de orago a S. Bartolomeu do Outeiro está edificada "numa mamoa elevada, roqueira, que domina a povoação", e foi remodelada depois de 1534. Curiosa é a imagem do Santo Padroeiro "S. Bartolomeu -escultura de mármore, datada dos finais do Sec: XV" que tem preso o "diabo".
Situada num dos pontos mais altos da Serra de Portel, possuí uma paisagem admirável, sendo rica em vestígios histórico-arqueológicos.


Na Freguesia existem várias associações desportivas e culturais que são parte integrante da vida da Aldeia, como Grupo Desportivo e Cultural de São Bartolomeu do Outeiro, Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de S. Bartolomeu do Outeiro e o Grupo Coral "Os Trabalhadores de S. Bartolomeu do Outeiro" e o Centro de Dia e Lar de Idosos na Freguesia.

Fonte: C.M. Portel.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Gajo levou a Viola Campaniça á cidade...


"São sombras vagas de final de tarde que povoam o universo d’O GAJO e nos contam histórias da cidade oculta. “5300 noites” passadas no “Miradouro da Batucada” onde “A Carteirista” aguarda paciente ao som do “Cego e a Guitarra”. 
Assim navega o “Navio dos Loucos”, comandado pelas mãos que tecem emoções e pensamentos. 
“Longe do Chão” é um voo sobre nós próprios embalados por uma Viola Campaniça que nos enche como a maré e nos inunda com sentimentos de naufrágio." 

O GAJO nasce em Lisboa na primavera de 2016 pelas mãos de João Morais com o intuito de ligar a sua música à terra que o viu nascer, Portugal. 

É assim que surge a relação com a Viola Campaniça, um instrumento de raiz tradicional que faz parte da história centenária e cultural portuguesa. 
Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou ”cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. 

É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas tocadas tradicionalmente 
de dedilhado apenas com o polegar. 
João Morais é músico desde 1988 e depois de quase 30 anos a tocar guitarras vindas 

de fora, é num concerto em Beja que conhece a Viola Campaniça. 
A que traz para Lisboa ganha novas tonalidades afastando-se da linguagem mais tradicional mas mantendo intacta a sua Portugalidade.
As composições d’O GAJO podem soar a fado, mas não são fado, podem soar a música tradicional, mas não são música tradicional, são um híbrido disso tudo e muito mais. 

O GAJO toca música do mundo.

Depois de 6 meses a tocar por todo o país, 2017 chega com a gravação do primeiro 

disco, que contou com o apoio e financiamento da Fundação GDA e a edição da Rastilho. 
O passo seguinte será levar a Campaniça a todo o lado e mostrar que as nossas raízes ainda podem dar muito fruto. 


A malta do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails fez questão de comprar o CD e só falta mesmo um autógrafo do GAJO...
Adorámos ouvir também gratuitamente outras músicas do mundo em:
https://rastilho.bandcamp.com/album/longe-do-ch-o