segunda-feira, 24 de julho de 2017

Património Religioso

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco - Nossa Senhora da Cabeça - Elvas
Foto: Celestino Manuel
Catedral de Évora
Foto: Mariana Barão
Capela de Nª Sra da Penha..
Castelo de Vide.
Foto: Joaquim Iria Baptista

A sociedade é representada pelo seu Património, através do qual ela mesma se mostra.
O Património é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações vindouras.

Está representado, tal como a Sociedade, através da ideologia, cultura, religião, instituições, organizações e território, tudo o que representa o resultado das forças activas dos seus membros. Por tudo isto, para o desenvolvimento de qualquer actividade e, principalmente, do turismo, todas as manifestações de Património Cultural devem ser preservadas ,respeitadas e divulgadas.
O Alentejo é uma região do país repleto de igrejas e santuários. O seu patrimônio religioso impressiona pela grandiosidade e arquitectura primorosa. É uma parte tão rica em cultura e história do Alentejo e de Portugal que não é de interesse apenas dos devotos, mas de todos os turistas que o visitam o país..
- Ana Maria Saraiva, https://www.facebook.com/groups/imagensdoalentejo/

domingo, 23 de julho de 2017

Caminhada "Canadas d'Alcáçovas"
















22JUL17- Caminhada "Canadas d' Alcáçovas".
Evento inserido no Programa da Feira do Chocalho 2017.
10 Kms  - 33 Participantes.
Mais uma vez, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails organizou uma caminhada gratuita de divulgação, de forma a atrair visitantes e dar-lhes a conhecer o imenso museu natural e rural onde vivemos. Desta vez, agradecemos á Fábrica de Chocalhos Pardalinho a excelente visita ás suas instalações que nos foi proporcionada e á Paróquia de Alcáçovas a visita á Igreja Matriz do Salvador de Alcáçovas.

sábado, 22 de julho de 2017

Vale de Açor de Cima (Mértola)


Viajar no Alentejo significa percorrer grandes distâncias sem encontrar nenhuma povoação. As aldeias são, em geral, de grandes dimensões. Mas há áreas que constituem exceção, como é o caso do concelho de Mértola, com uma antiga dispersão do povoamento.
Na estrada que liga Beja a Mértola, surge surpreendentemente, numa elevação, uma igreja e um pequeno aglomerado de casas. Trata-se de Vale de Açor de Cima. Não se via ninguém por ali.
Não fazemos ideia dos topónimos que se repetem ao longo do país. Claro que havendo um Açor de Cima também há um Açor de Baixo, bem próximo deste, no fundo de um vale.
Achei muito interessante encontrar uma igreja como esta num lugar tão pequeno.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Abetardas

Abetardas (Otis tarda)
Castro Verde, 02/03/2017

Foto: Paulo Almeida Plácido
Identificação

Muito grande. Os machos chegam a pesar 16 kg, as fêmeas são um pouco mais pequenas, sendo a
diferença visível quando estão perto dos machos. A plumagem é castanha e o pescoço esbranquiçado.
Devido ao seu comportamento muito arisco, as abetardas raramente se deixam ver a pequena distância,
pelo que estes aspectos nem sempre são fáceis de observar.


Abundância e calendário


Pouco comum e com uma distribuição muito localizada, a abetarda muito difícil de encontrar fora dos seus
locais habituais de ocorrência. A espécie conta hoje em Portugal com uma população de cerca de 1000
indivíduos (metade dos quais se encontram nas planícies de
Castro Verde). Frequenta sobretudo grandes
extensões abertas e dificilmente tolera aproximações de pessoas a menos de um quilómetro. Embora a
espécie seja sobretudo residente, é habitual haver alguma dispersão de indivíduos nos meses de Verão,
havendo então observações esporádicas de abetardas noutras regiões do país.


Onde observar

É nas planícies alentejanas que é mais fácil observar esta espécie. No Inverno se formam-se
bandos que podem reunir muitas dezenas de indivíduos.



Beira interiora abetarda é rara para norte do Tejo, sendo a campina de Idanha o melhor
local da região para observar esta espécie.


Lisboa e Vale do Tejorara e irregular, não nidifica nesta zona; por vezes observa-se no
estuário do Tejo (em especial na Ponta da Erva) durante os meses de Verão.


Alentejoa região de Castro Verde reúne a maior concentração de abetardas do país e é
o melhor local do território nacional para observar esta espécie; outros locais favoráveis para ver abetardas situam-se nas zonas de Cuba, Mourão, Elvas, Évora e Alter do Chão.

Texto copiado integralmente do site: http://www.avesdeportugal.info/

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Memórias da Feira das Alcáçovas


Julho de 2017
Recuemos muitos e muitos anos!
Recuemos á minha adolescência!
E porquê ?
Porque estamos na semana da Feira Anual em Alcáçovas, hoje Feira do Chocalho!
Relembro o entusiasmo que antecedia a dita feira! Era altura de se ir á costureira para se mandar fazer um vestido para esse evento!
Por vezes não podia escolher o modelo, nem o comprimento da saia! De preferência abaixo do joelho porque a decência assim o exigia!
Depois era altura de ter também umas sandálias feitas á medida e com protetores á frente para durarem mais!
Adorava ir ao sapateiro! Colocava o pé em cima de um papel e ele com um lápis contornava!

Até sabia bem assistir a este profissionalismo!...
Nada ficava por esclarecer! Cabedal castanho e sola bem forte e com mais um acréscimo não fosse o pé crescer muito!
Infelizmente deu azar! ( Cresceu pouco! )
E o grande dia chegava:
Lá ia com a minha mãe, parentes e amigas!
Era a loucura total, o som da musica do carrocel, da propaganda de carrinhas de roupa e barracas agrupadas com tanta coisa que ficávamos fascinadas!
E começava a desilusão! As mães não deixavam andar as filhas sózinhas, pois havia os homens do circo todos com mau aspecto e sabia-se lá se nos roubavam ou, pior, se nos raptavam!...
Grande parte da noite era na propaganda dos cobertores onde por uns determinados escudos iam acrescentando peças! Um cobertor...mais outro até somarem 5 e mais uma colcha e porque não também uma toalha de mesa e lá para o final até haveria ( isto para manter ali as pessoas), uma surpresa, como por exemplo um rádio pequenino ou outra invenção!
E eu desesperava a pensar nas girafas do carrocel e nos rapazitos que por ali andavam! Mas enfim lá dava depois uma volta porque era caro!
Então aprendi um truque! Colocava-me mesmo junto á pista que rodava e tinha a sensação que estava andar lá!
Felizes dos que têm imaginação!
No Domingo íamos ao circo! Um encanto! ...

Tudo era fascínio! De noite sonhava com as magias vistas lá!
Por fim comprava-se o torrão doce do de amendoim pois o de amêndoa era mais caro e farturas que até nem tinham gordura.....
E era altura das compras dos tachos e das frigideiras de aluminio para substituir o que se tinha estragado!
Terminavamos com a cerimónia de tirarmos o retrato junto de uma floreira!
E depois de tanta novidade, ficávamos a sonhar com a feira do próximo ano..........
Mas voltando á realidade:

Esta semana é a feira do Chocalho que substituiu a chamada feira da conversa..........
Mas esta seria outra história....

Crónica da autoria da nossa comadre amiga Lucília Rasteiro.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cães para Adopção










ANIMAIS DISPONÍVEIS PARA ADOÇÃO | VIANA DO ALENTEJO (ÉVORA)
Estes são alguns dos patudos que estão disponíveis para adoção em Viana do Alentejo, Évora.
São animais que, mesmo tendo sofrido a dor do abandono por parte de quem era suposto cuidá-los e estimá-los, não perderam a confiança no ser humano e estão disponíveis para dar o melhor que têm: amor.
Os animais serão entregues esterilizados, vacinados, desparasitados e com identificação eletrónica (chip).
Se não puder adotar, partilhe o apelo, por favor.
Vamos encontrar uma família para cada um deles 
Poderão ser entregues fora da área do Concelho.
Contactos: 925 87 87 08 | joana.galvao@cm-vianadoalentejo.pt

terça-feira, 18 de julho de 2017

Cata-Ventos...


Muito para além da sua utilidade como orientador de práticas agrícolas e de actividades ligadas à pesca, o cata-vento incorporou, desde o primeiro momento da sua longa história, símbologias diversas, inicialmente visando a afirmação do PODER RELIGIOSO, com o galo a encimar os campanários, depois com as BANDEIRAS de castelos e palácios a afirmar o PODER TEMPORAL.
Não há, no entanto, ainda investigação feita sobre a evolução histórica do cata-vento em Portugal e no Alentejo, onde o cata-vento prolifera.
Podemos, no entanto, pressupor um certo paralelismo com o que se passou em outros países europeus, nomeadamente em França, tendo no entanto em conta o desfasamento na evolução de costumes determinada pelo atraso no desenvolvimento de ideias liberais e, obviamente, pelas alterações no tecido social determinadas pela revolução industrial.
A - Com o desenvolvimento do liberalismo no século XIX, com a perda de dinamismo e a progressiva degradação do poder económico e político da aristocracia e principalmente após a extinção das ordens religiosas, o uso do cata-vento terá começado a perder o seu carácter institucional e a ser adoptado nas casas dos estratos sociais intermédios que tinham vindo a aumentar progressivamente a sua riqueza.
B - Com a ascensão social de comerciantes, industriais e banqueiros, o cata-vento, como símbolo de poder até aí reservado ao clero e à nobreza, passou a ser utilizado por aqueles grupos sociais, inicialmente como sinal de ostentação de um poder económico em crescendo, depois como mero motivo ornamental, orientado na sua forma por determinantes puramente estéticos.
C - Com o ESTADO NOVO surgiu mais uma outra função para o cata-vento: ENCIMAR AS ESCOLAS COM CATA-VENTOS; Um caso interessante de cata-ventos, no Alentejo, aparece em muitas das escolas primárias que foram construídas na primeira metade do século XX e cujo projecto foi da autoria do arquitecto Raul Lino (Muitos Anos de Escolas, 1990: 212).
Nos anos 30 desse século, o Ministério das Obras Públicas encomendou a Raul Lino (e também a Rogério de Azevedo) a elaboração de “PROJECTOS-TIPOS REGIONALIZADOS” das escolas primárias.
Nesses projectos foram propostos determinados modelos de cata-vento de acordo com o que ele entendia ser uma simbologia das características das diversas regiões e das suas gentes .
C.1 - É assim que, no Baixo Alentejo, o cata-vento representava um pastor e um sobreiro.,
C.2 - nas escolas do Alto Alentejo, o pastor permanecia, mas agora acompanhado por uma cabra postada sobre a penedia.
C.3 - Algumas variantes foram introduzidas nestes modelos e quem se deslocar a terras alentejanas encontrará em muitas cidades e vilas os cata-ventos referidos, algumas vezes com o porco a acompanhar as restantes figuras da composição.
D - Na actualidade assiste-se a um renascer do cata-vento em casas particulares, quer com novos formatos quer com a repetição dos modelos mais antigos e generalizados mas quase sempre dentro do contexto da sua utilidade – seja ela como simples indicador da direcção do vento, seja como símbolo de hierarquia e poder : Galos, cegonhas, cães, cavalos, cavaleiros, cenas da vida rural, bruxas, dragões, tritões, setas e bandeiras são alguns dos temas que se multiplicam em chaminés e telhados de muitas regiões do país, com especial incidência e com colorido assinalável no Alto e no Baixo Alentejo.
No Alto Alentejo mantém-se a tradição dos cata-ventos escolares mas ainda evocativos das actividades económicas locais, ainda que “humanizados”

Fontes: http://descomplicadordehistoria.jimdo.com/os-cataventos/, Blog diariodebordo e advaloremportugal.blogspot.pt
Texto da autoria de Ana Maria Saraiva.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Castelo de Montemor-o-Novo

Castelo Montemor-o-Novo

Achei estranho quando me convidaram para ir ouvir o vento. Mas aceitei.
Fui ao castelo de Montemor-o-Novo ouvir o vento.

E naquele lugar antigo, já com as muralhas pouco visíveis, ouve-se o vento com mais intensidade... e não se ouve mais nada ... só o som de um vento forte por entre as árvores.

Entrei:

Ouvi o vento ...
e encontrei pedaços de castelo:

Castelo Montemor-o-Novo

Castelo Montemor-o-Novo

Castelo Montemor-o-Novo

E pedaços menos despedaçados:





http://espaco-tempo-silencio.blogspot.pt/

domingo, 16 de julho de 2017

Quando Tróia era do Povo...







Há muito ....muito tempo eu até ia á praia....
Hoje confesso que me cansa, porque não sei nadar e estar deitada ao sol sem nada para fazer deixa-me enervada! Mas adoro o mar !!!
No entanto recordo os tempos de adolescente! Havia um autocarro que partia de Évora e apanhava quem tivesse comprado os bilhetes previamente, até quinta feira!
Era engraçado porque por vezes nesse domingo chovia, mas a viagem estava paga e lá íamos!
Nesse tempo comia-se bem na praia! Um grande farnel era levado de casa,que podia incluir arroz de tomate com jaquinzinhos fritos ou até pimentos com feijão frade!..
Troia era praia de pobres!
E os bronzeados custavam a dar sinal de vida! Só de 8 em 8 dias não dava para muito!
E o que nós andávamos até chegar perto de água ????

Carregados com os sacos de comida e todo o material! Por vezes até uma manta, pois adivinhava-se temporal!
Uma vez levámos um grande melão! Pesava tanto!  E não o comemos!...
Inteligentes !!! Veio a ser comido no quintal de casa após a chegada!
E os fatos de banho???
O meu marido (namorado na época)  dizia que o meu nunca iria perder a cor!!!  Verdade!...

Ainda o tenho bem azulinho, sempre na moda! Com pouco uso ....e sem ir ao sal!
Mas pensando bem isto era engraçado!
Hoje as praias dos pobres viraram moda e temos outro tipo de visitantes!
Mas já foram nossas .......há muito......muito tempo.....éramos nós adolescentes......


Crónica da autoria da nossa comadre amiga Lucília Rasteiro.

Fotos retiradas da internet.

sábado, 15 de julho de 2017

Ruas Floridas (Redondo)

















No corrupio de gente atarefada, no entrar e sair de casas e casões, no constante frenesim que dura meses sente-se a corrente eletrificante destes percursos que só a noite sabiamente acalma, retomando pela fresquidão da manhã o seu vigor. Os "cabeças" e as suas gentes entre noites mal dormidas e a falta de apetite sonham com o dia seguinte entre pequenos mas reconfortantes descansos...

Mas nas ruas é mesmo assim, e durante esses meses o olfato reduz-se ao intenso odor das colas, os olhos vidrados não enxergam mais do que as resmas e rolos de papel, e tudo quanto é dado ouvir é o experimentado e monocórdico lamento das tesouras, assaltado por breves instantes num resmalhar de papel de uma qualquer rosa que acabou de florir.

A azáfama é extenuante, o desejo de tudo estar graciosamente composto para as festas recompõe e domina sentimentos e só nesta resiliência que lhe conhecemos poderemos encontrar a natural explicação para esta cruzada.  (C.M. Redondo )

Fotos: Fonte original todos os direitos reservados a: Ruas Floridas do Redondo.
Copiado do blogue: https://portugalconhecaomaisbelopaisdaeuropa.blogspot.pt/